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Renato Gomes

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o resultado de um exemplo

6 de setembro de 2010 em Sem categoria por Renato Gomes

Mário Covas, ex-governando do Estado de São Paulo, combate destemido da ditadura que assolou nosso País anos atrás, foi e é um exemplo de homem público para várias gerações. Tanto para políticos mais calejados, como para novos políticos que neste horizonte despontam.

Na semana passada, tivemos mais uma prova disso. Fato que narro com orgulho.

O fato é que a ONG Voto Consciente elegeu, por meio de uma avaliação criteriosa, os melhores e piores deputados da Assembléia Legislativa de São Paulo. Os quesitos de avaliação foram: Presença em Comissões, quantidade e importância dos projetos de lei apresentados, comunicação com o eleitorado, fiscalização do governo e fidelidade partidária.

Com isso, a prova de que o exemplo deixado por Mário Covas ainda reside neste solo, é a de que seu neto, o Deputado Estadual Bruno Covas, foi eleito o melhor deputado de São Paulo pela renomada ONG Voto Consciente.

No quesito fiscalização do governo, por exemplo, onde o deputado cumpre uma de suas principais tarefas, Bruno obteve a nota 9,90. Para que todos entendam, ele fez o que muitos não fazem: fiscalizou um governo de seu próprio partido, cobrando explicações, apontando questões delicadas, enfim, cuidando dos interesses do povo paulista.

Conheço o Bruno já faz um tempo, e tinha certeza que não seria diferente essa avaliação. Bruno é uma pessoa e um político competente por si só. Sabe de suas responsabilidades e honra o voto de seus eleitores. E é isso que me dá orgulho em dizer que trabalharei, dia e noite, para que seu mandato se renove, bem como para que ele alcance andares políticos ainda maiores. Em benefício do povo paulista, em benefício do Brasil.

E é por isso, e por muito mais, que no dia 03 de outubro, diante da urna, eu teclo 45.145 para Deputado Estadual, e peço à todos vocês, que façam o mesmo.

Acompanhe você também: www.brunocovas.com.br

Um grande abraço,

RG.


sai prá lá

25 de agosto de 2010 em Sem categoria por Renato Gomes

Caros amigos… Vocês sabem que eu não escrevo muito. Mas ontem senti a maior necessidade de escrever sobre uma coisa que vem me incomodando bastante na política – e olha que não é o PT, hein?

Tenho pra mim que o modelo de debates entre candidatos na TV já está saturado. Não dá pra continuar… Saudosos são os debates onde tinha mais debate e menos polidez. Era o candidato como ele de fato era. Hoje, as superproduções não permitem ao eleitor saber qual é o melhor no debate, nem mesmo qual é o melhor candidato.

Quem tiver um tempinho, dá uma garimpada no internet e verá como eram os debates. Tem um que eu recomendo – puxando a sardinha pro meu lado – que é um onde o Mário Covas descasca o Maluf (na verdade tem vários deste tipo).

Enfim. Hoje o mundo todo é muito mais objetivo. A informação necessita chegar ao seu alvo sem rodeios, e o debate é um troço desgastante, e que não se apresenta como, de fato, um debate.

O candidato X faz a pergunta ao candidato Y que responde uma coisa que nada tem a ver com a pergunta, pois quer gastar o tempo pra falar de algo que ele acha que vai beneficia-lo. O candidato X, por sua vez, usa sua tréplica pra dizer que o candidato Y não sabe do que está falando, e ele mesmo começa a falar uma coisa que nada tem com a sua primeira pergunta, nem com a resposta torta do candidato Y.

É uma luta de esgrima sem espadas….

Neste ano, entretanto, algo tem sido muito mais eficaz do que os debates, ainda que não tenham uma visibilidade de mesmo nível. Estou falando das Sabatinas.

Com isso, as perguntas são feitas por populares e jornalistas que não possuem nenhum “rabo preso” com os candidatos, tornando estes bate-papo, bem mais produtivo e esclarecedor.

E é isso. Falei! Por um debate menos polido, sabatinemos!

Obs.: Não deixem de ver a parte de Campanhas deste blog… Tem coisa nova.

Abração,

RG.


lula e a matemática

22 de dezembro de 2009 em Sem categoria por Renato Gomes

Eu sei que falhei. Estive fora por muito tempo. Mas estou aqui novamente, para dividir com vocês alguns de meus pensamentos.

Há poucos dias foi veiculada na impressa a propagando do PT tendo como pano de tela principal o presidente Lula e a Ministra Dilma (com peruca), e ao fundo os tais projetos sociais do PT.

Preliminarmente (to fazendo pareceres tributários, acostumem-se com o termo) é importante que demandemos um pouco de tempo para falar, mais uma vez, sobre os projetos sociais do PT.

Eu sei caros leitores, vocês estão cansados de saber, mas é saudável lembrar: O programa social do PT pode ser considerado como sendo o Bolsa-Família. Essa é a menina dos olhos do presidente Lula. Essa é a máquina de votos que Lula quer transferir à Dilma, uma vez que o PAC, criado por ela, empacou. Existem muitas pedras fundamentais lançadas, mas elas se tornarão uma pedra no sapato da Ministra.

Enfim… o programa social que o governo Lula manipula é aquele velho mix de programas sociais do governo FHC. Ele apenas pegou tudo, colocou sob um único nome e taxou-o como Made in Lula.

Nada disso seria um problema se não fosse o fato de que o ‘presida’ usa deste artifício para dizer que o governo dele fez tudo pelo social e o FHC não fez merda nenhuma.

Com isso, o presidente Lula tenta fazer o mesmo que fez na campanha presidencial que disputou com o Alckmin: Chantagem Eleitoral. Ou seja, se vocês, companheiros e companheiras, elegerem um tucano, ele tirará todo o benefício, privatizará o país inteiro, colocará uma cerca na fronteira entre o norte e nordeste e o resto do país, e transformará tudo em um continental campo de concentração… onde todos passarão fome, sede e não poderão participar do Campeonato Brasileiro de futebol.

Ora, o Lula não é totalmente burro. Fazendo um cálculo mental, ele deve ter aprendido a dividir. Pois é isto que ELE faz com o Brasil. Coloca todos contra todos. Lá no nordeste ele desce a lenha nos empresários. Aqui no sudeste ele lambe a sola do sapato de cada um. Temos sim um presidente sem identidade nenhuma.

Essa questão de dividir o país entre pobres e ricos, sudeste e nordeste é que me dá no fígado. Eu não suporto isso. E não suporto que toda vez que chega uma campanha o carro chefe do Lula é essa divisão.

Quando assumiu o governo em 1995, FHC assim pronunciou em alto e bom som na cerimônia de posse: “Tal como o abolicionismo, o movimento por reformas que eu represento não é contra ninguém. Não quer dividir a Nação: quer uni-la em torno da perspectiva de um amanhã melhor para todos.”. O que houve oito anos depois? O Lula emplacou a idéia acima descrita. E o que ocorreu quatro anos depois? O mesmo. E o que vai ocorrer agora, quatro anos depois? O mesmo, né?

O Lula brinca de governar. É o Hugo Chavez com medo de falar o que pensa. É um ser humano menor.

Eu tenho pra mim que um dos maiores desafios que teremos nas próximas eleições é o de unirmos novamente os brasileiros em torno de um único objetivo e, para isto, esqueçamos a ajuda do PT. Esqueçamos também a ajuda do PMDB do Sarney e do PR, essa grande máquina de pequenos políticos. Isso não nos ajudará em nada. Vamos pegar o nosso melhor e colocarmos contra o melhor que eles possuem… O que não é grande coisa.

O que não podemos deixar é que o Brasil vire um capo de batalha eleitoral. Precisamos de propostas construtivas e modernas para avançarmos como um País continental. Já não temos mais o monstro da inflação, ou seja, precisamos aplicar agora inúmeras reformas que possibilitem crescimento, progresso (sem esquecer a sustentabilidade).

 

Abraço!

RG


as coisas duras de honduras

24 de setembro de 2009 em Sem categoria por Renato Gomes

Embora o título seja um trocadilho infame e sem um pingo de criatividade, vamos falar de coisa séria.

O que ocorreu nesta semana em Honduras com o apoio do Brasil foi, nada mais, nada menos, no que um golpe no golpe.

Zelaya, presidente deposto de Honduras, conseguiu burlar as autoridades hondurenhas para penetrar novamente em seu país, e refugiou-se na embaixada brasileira, la naquelas terras.

O fato é que, nós, como povo que lutou pela democracia a todo custo, não podemos condenar o governo brasileiro por apoiar este ato. Somos um país democratico, e nos comprometemos em defender a democracia, custe o que custar. Sabemos, pois, o que ocorre com os paises que perdem este tão suado benefício.

Entretanto, devemos nos lembrar, também, que Zelaya só está nesta situação por também atentar contra a democracia, bolando um movimento que lhe possibilite disputar nova eleição naquele país, o que constitucionalmente não pode.

O presidente da Costa Rica, ficou responsável em redigir um documento que poderia acabar com o problema. No acordo redigido por Arias, presidente da Costa Rica, o presidente em exercício permitiria o retorno de Zelaya ao poder. Zelaya, por sua vez, não modificaria a constituição e as eleições do mês de novembro seriam acompanhadas por um comitê internacional, formado por todos os paises membros da OEA (Aqui entre nós: “melzinho na chupeta”, como diria o Professor Rufino).

Com esse acordo, todo mundo sairia feliz e cantando uma bela canção. Claro que o plano de reeleição de Zelaya iria por terra, mas pelo menos ele teria a possibilidade de participar das eleições de um outro modo, indicando pessoa de sua confiança, assim como fazemos no Brasil.

Entretanto, parece que o presidente em exercício não confia muito no Zelaya, nem na Costa Rica, nem no Lula, que também está à frente das negociações (e ainda tem mais essa. O Brasil abrigou Zelaya e está sendo responsabilizado, pelo presidente em exercício, por qualquer morte e perturbação da ordem pública em Honduras). Pô, não confiar no Lula, é um direito só nosso. E outra, o nosso país é um dos maiores exemplos na América Latina de que a democracia funciona. Manca de uma perna, cega de um olho, sem o dedinho da mão, mas funciona. Todo mundo fala o que quer, faz o que quer, vota, justifica etc. Que eles dêem pelo menos um credito para a história política do nosso país, né?

O que devemos combater, entretanto, é o uso da embaixada brasileira como palanque eleitoral e ponto de incitação popular para a revolução. Zelaya pediu abrigo, nós demos. Daí usar a estrutura brasileira como pano de fundo para controlar suas marionetes já é outra coisa. Ele não tem nada que ficar discursando da sacada, e muito menos chacoalhar a bandeira hondurenha por lá. A embaixada é solo brazuca, e nem um ato deste tipo pode ser tolerado.

Zelaya foi conduzido novamente ao solo daqueles lados do trópico para facilitar o DIÁLOGO com os golpistas. Só. O Brasil deve agora deixa-lo de castigo sentado numa cadeira, e tentar promover um encontro pacífico e produtivo, em prol do estado democrático de direito e em prol do povo hondurenho. Afinal, os casais sabem muito bem que, embora seja um saco, discutir a relação é o melhor caminho para a paz.

Grande Abraço,

Renato Gomes.


Um dia no cinema

16 de setembro de 2009 em Sem categoria por Renato Gomes

No último dia 07 fui ao cinema para assistir um filme de comédia, em vez de ir a alguma festividade em comemoração ao dia da independência.

De princípio não foi nada difícil escolher o filme. Após ler aqueles folhetos onde colocam todos os filmes, optei por assistir Se beber, não case. Eu nunca ri tanto num filme como eu ri com este. Até hoje, quando lembro do filme e de alguma cena, eu não disfarço o sorriso. Enfim, recomendo.

Após a escolha do filme e a fila da pipoca, a coisa mais difícil foi segurar a pipoca e o refrigerante (grande) na fila, enquanto aguardava a abertura da sala. Muita gente, muitas filas e pouca organização. O que me tirou a paciência algumas vezes.

Enfim… Sentado, começam a passar os trailers, e foi neste interregno temporal que o meu mundo sacolejou. Um dos trailers de maior destaque e tempo foi o de um filme que conta a história de um homem. Dou aqui as características deste homem: Brasileiro, metalúrgico, barbudo, populista, político, petista, semi-analfabeto, sem um dos dedos da mão esquerda, dono de um dos partidos mais corruptos do Brasil e é casado com uma mulher que é primeira dama (dizem).

O filme, que será lançado entre este e o início do próximo ano, conta sua trajetória de vida até os dias de hoje. Desde quando nasceu, na pequena e pacata cidade de Garanhuns, até sua estadia do Palácio do Planalto. Sim, meus caros, o filme conta a história do Presidente. E sim, em época pré-eleitoral. E sim, com o claro intuito de alinhar sua imagem a da companheira Dilma, presidenciável no próximo pleito.

No cinema, ouvi de diversos lugares um burburinho. Alguns diziam “não acredito”. Outros “noooossa, que merda”. Outros “FDP”.

O presidente pode até ser burro, mas o marqueteiro dele, não. Nada mais propício lançar um filme deste, em uma época desta. Ainda mais quando sua candidata está cambaleante nas pesquisas.

Pesquisei, posteriormente, e, passa na boca do povo, que este filme foi o que mais recebeu recursos na história do cinema brasileiro, algo entorno dos R$17 milhões.

Não sou contra que os presidentes conte suas histórias ao povo. Ao contrário, acho isso fundamental para a composição histórica de nosso país. Entretanto, isso deveria ser colocado ao grande público, só depois que ele terminasse o mandato, e depois das eleições. O FHC mesmo fez isso. Contou tudo em livro, citou o Serra mais de vezes. Mas lançou o livro em um momento que não poderia interferir em nada no processo eleitoral. Lula brinca com a inteligência e a memória das massas.

No filme que assisti tinha também um barbudo burro chegado numa bebida, porém, este me fez rir, ao contrário do presidente, que só nos faz lamentar sua existência.

Abraço,

Renato Gomes.


uma questão de soberania

28 de agosto de 2009 em Sem categoria por Renato Gomes

A Colômbia decidiu autorizar a construção de bases militares dos Estados Unidos em seu território. Isto provocou a ira de Lula, Chávez, Evo Morales, Rafael Correa e toda esta patacoada de gente que não tem o que fazer.

A decisão de abrir ou não seu território aos Estados Unidos é única e exclusivamente da Colômbia. País que tem sua soberania reconhecida e incontestada por quem quer que seja. Os governantes dos outros países não têm que dar pitecos naquilo que um país decide fazer, com o pífio argumento de que tal aliança com os americanos trariam um sério risco para o continente latino-americano.

Ora, se fazer alianças com os Estados Unidos é tão perigoso assim, porque cargas d’água o venezuelano Hugo Chávez mantém relações militares com o Irã? Poxa… O Irã!!!! Quem é mais louco nessa história?

Outro ponto importante que devemos destacar, é que o governo colombiano em nenhum momento se meteu nos assuntos militares dos países vizinhos. Nunca contestou a aliança militar entre Brasil e França, Venezuela, Rússia e Irã (poxa… o Irã???). Porque agora todos estão contra a Colômbia por sua aliança? Cada País é livre para direcionar sua vida.

O que eu acho que acontece com o Chávez é a mesma coisa que aconteceu com o Lula no Brasil antes de assumir a presidência da república: Inveja das idéias alheias. Lula, antes de subir ao trono presidencial era contra tudo. Absolutamente tudo. Ele e o PT foram, literalmente, o significado claro do atraso nas principais reformas do País. Eles foram contra até o texto de nossa constituição. Foram contra o Real. E agora que estão no governo, são a favor de tudo e ainda falam que foram eles que fizeram. Quer dizer, idéia na cabeça dos outros não presta. Mas a mesma idéia na minha cabeça é palavra sagrada.

Lula e seus parceiros não devem se meter nos assuntos internos de outras nações. Cada um que cuide do seu.

E outra. Será nessa reunião extraordinária da Unasul que vamos ter certeza de que ela é igual ao cartão vermelho do Sulplicy. Não tem efeito prático nenhum.

 

Abraço,

Renato Gomes.


lá vem o suplicy

26 de agosto de 2009 em Sem categoria por Renato Gomes

Li nos noticiários de hoje que o Senador Suplicy deu um cartão vermelho ao Senador Sarney, dizendo que este deveria renunciar ao cargo de presidente do Senado, por não esclarecer as acusações que pesam sobre ele.

Fiquei pensando por alguns instantes: Onde estava o Senador Suplicy quando o PT decidiu não fazer nada contra o Sarney? Lembrei que ele não estava de férias, nem de licença… Ele estava lá!

Ora, é muito fácil para o Senador Suplicy, aparecer na tribuna e, usando sua criatividade, mostrar um cartão simbólico ao presidente da casa. O caso já foi arquivado, não poderá ser levado ao plenário. Ou seja, é atirar em quem já morreu. O efeito prático é nulo.

Entretanto, isto tem uma explicação. Os Senadores do PT perceberam que o fato de terem livrado Sarney da cassação, sujou sua imagem perante o eleitorado.

Alguns petistas, porém, tiveram atitudes mais éticas e morais do que outros. A Senadora Marina Silva, que já estava com um pé fora da porta, colocou o outro. O Senador Flávio Arns comunicou que se retirará do partido em breve. Protocolou nesta semana um pedido de autorização na Justiça Eleitoral para assim fazer (e ainda demonstrou publicamente sua vergonha por participar do PT).

Do outro lado da moeda, estão os Senadores Mercadante e Suplicy. O primeiro, apenas beijou a mão do Lula, obedecendo a suas ordens e abaixando a cabeça perante todo o Senado e o Eleitorado, mostrando-se muito pequeno… Pequeno demais para representar o estado de São Paulo naquela casa. O Segundo, Suplicy, gosta muito desta coisa de linguagem figurativa. Ele canta, declama poemas e agora tem essa do cartão vermelho. Ora, a quem ele quer enganar? Agora que tudo já foi feito, manifestações deste tipo são dispensáveis.

Como outras pessoas já fazem, também proponho aqui aos leitores deste blog, que pensemos melhor no próximo ano na hora de votar em nossos representantes ao Senado. A Casa está falida, e é preciso mudar isso já. Pelo Parlamento, pelo Brasil e pelos brasileiros.

 

Grande Abraço,

Renato Gomes.


absurdo jurídico-político

3 de agosto de 2009 em Sem categoria por Renato Gomes

Com imenso pesar tenho que escrever esta matéria.

No final da semana que se passou, fui surpreendido pela notícia de que o clã dos Sarney entrou com medida judicial com o ardiloso objetivo de calar o importante jornal O Estado de São Paulo.

Fiquei ainda mais surpreendido com a decisão do magistrado que, do alto de seu saber jurídico, entendeu ser válida a usurpação da liberdade de expressão para este caso.

O que não dá pra entender (nem mesmo aceitar), é que o primeiro presidente da república após o brutal regime militar toma uma atitude como estas. É certo que a ação foi promovida por seu filho, que também é alvo de investigação da Polícia Federal. Mas á claro e evidente que o Senador Sarney usou de métodos nada convencionais no direito para alcançar o objetivo de seu pupilo.

É inaceitável… É algo que enoja qualquer pessoa que tenha o mínimo de apreço pela democracia. É algo que beira a sandice!

Após tantos e tantos tempos lutando por nossos direitos, pelo direito ao voto, pelo direito de poder ser, de fato, um povo de um país, somos surpreendidos com este tipo de caminho, muito utilizado pelo governo repressor. Isto é atitude de DOI-Codi.

Eu já tinha uma opinião de que a permanência do Senador Sarney na casa estava insustentável. Hoje, vejo que não há mais como prosseguir. Ou sai o Sarney, ou decretamos a falência da instituição Senado Federal.

Em tempo, surgem ainda os idiotas do governo defendo este ser execrável. Lamentável ver um governo de um país tão grande e importante como o Brasil se render a este tipo de atitude, visando única e exclusivamente o pleito eleitoral do próximo ano… Pensemos muito bem nestes, e nos outros casos que se passaram. O mensalão só não chegou ao Luís Inácio porque a bomba foi assumida pelo então braço direito dele, José Dirceu.

Lembrei de uma frase: “Papagaio que acompanha João-de-barro se enrola. Vira ajudante de pedreiro”.

Abraço,

Renato Gomes.


hora de acordar

28 de julho de 2009 em Sem categoria por Renato Gomes

As juventudes que antecederam a nossa (não partidária, mas civil), eram pessoas que buscavam seu lugar ao sol, sempre lutando por alguma coisa.

Alguns jovens militares foram parte importante da Proclamação da República, outros militaram nas trincheiras da campanha “O petróleo é nosso”, outros tantos jovens lutaram nas trincheiras paulista na revolução de 1932, outros tantos lutaram, protestaram, morreram para que o Brasil pudesse ser um Estado democrático e, o mais recente ato (ainda que velho), foi o movimento dos caras pintadas, que contribuiu para tirar do presidente Fernando Collor do poder nacional, pelos fatos tão exaustivamente rechaçados pela história.

Como vimos, a história brasileira é sempre movida por objetivos, e nela sempre houve a presença dos jovens para que a sociedade num todo pudesse galgar grandes patamares. Entretanto, do que precisa hoje a nossa juventude? Qual é a nossa luta?

Aqueles que julgam, num primeiro momento, não ter nenhum motivo aparente para lutar (pois o tão sonhado Estado Democrático está aí), se engana. É através desse mesmo Estado que surgem pessoas com métodos muito ardilosos. Pessoas dotadas de demagogias prejudiciais ao bom andamento da democracia.

Olha a situação em que se encontra o nosso Senado Federal. O Presidente da Casa, Senador José Sarney, acabou de ser pego ao telefone, clara e evidentemente negociando cargos para a família, e o Presidente da República, Luis Inácio, ainda defende o Senador.

Ora, nada mais é do que a degeneração de uma sociedade inteira, quando o governo maior do Estado se alinha a métodos ilegais no exercício da política e do poder.

Eis aí uma grande causa que deve ser abraçada por toda uma juventude que hoje, infelizmente, encontra-se sem rumo, e sem a mínima vontade participativa.

As juventudes dos partidos políticos, por sua vez, devem começar a se coçar e sair em protestos. A internet é um excelente aliado, mas não faz o mesmo barulho que uma campanha de rua. Precisamos que estas juventudes, independentemente das legendas e posições ideológicas, peguem para si a responsabilidade de puxar o cordão da ética, da justiça e da defesa das instituições.

As juventudes hoje estão inertes, e quando fazem alguma coisa, procuram fazer única e exclusivamente em benefício interno. Não que isso não seja necessário, mas precisamos de mais. Ficamos a mercê dos partidos políticos, mas esquecemos muitas vezes o porque entramos para a política. Esquecemos muitas vezes das coisas mais simples que nos levaram a militar por uma legenda, a trabalhar em campanhas para nossos parlamentares.

A juventude partidária e civil precisa acordar. Caso contrário, o País estará fadado a ser sempre isto que Sarney representa: Um retrocesso.

Efusivo Abraço!

Renato Gomes.


zé anibal no psdb

7 de julho de 2009 em Sem categoria por Renato Gomes

Na noite de ontem (06/07/2009), fui a uma palestra do Deputado Federal José Aníbal, que faz parte de um ciclo de palestras promovidas pelo PSDB para comemorar os nossos gloriosos 21 anos de vida.

Na ocasião, foi comemorada também os 15 anos do Plano Real, idealizado e realizado pela gestão do nosso sempre Presidente Fernando Henrique Cardoso.

Eu, particularmente, gostei muito da palestra do Deputado, pois ela remonta o passado, sem deixar de dar a linha mestra para o futuro.

O deputado relembrou que o PSDB nasceu de um ato histórico, que tinha em sua pujança uma simbologia muito forte, que foi ter saído do Governo (tanto federal como estadual), e montado um novo partido, justamente por não pactuar com aquela forma de administrar o País.

O ato está eternamente marcado na história política do Brasil com a célebre frase do saudoso Franco Montoro, que sintetiza todo o pensamento dos fundadores do PSDB: “Longe das benesses do poder, mas perto do pulsar das ruas, nasce um novo partido”. E foi assim que se deu início a uma verdadeira mudança no País.

As conseqüências disso estão gritantes hoje. Se hoje conseguimos compra um mesmo produto, pelo mesmo preço de manhã e a tarde, é tudo culpa do FHC, por ter aniquilado com a inflação e promovido maestralmente o Plano Real. Se hoje o Governador José Serra (que fez parte da equipe FHC) consegue investir R$20 bilhões em São Paulo, é tudo culpa do nosso saudoso Mario Covas, que promoveu o maior ajuste fiscal na história do País, recuperando um estado que não tinha dinheiro para colocar gasolina nos carros da polícia.

Foram época muito penosa. Hoje, o governo Lula se vangloria da estabilidade econômica, mas ele se esquece que ela só é possível porque ele e sua ‘equipe’ mantiveram a risca o Plano Econômico de FHC. Tanto é verdade que o Presidente do Banco Central nunca mudou.

Paralelamente a isto, cumpre a mim aqui fazer coro para que o partido tome iniciativas de construção do pensamento do militante. Assim como disse o Zé Aníbal, hoje, toda vez que sentamos para conversar com nossos grupos políticos, o primeiro assunto que tomba na mesa é eleição. Quem será o candidato? Quem tem chances de ganhar? Como vamos fazer pra convencer o povo de que somos melhore?

Acontece que para chegar ao tal diálogo eleitoral, precisamos primeiro rever nossas formas de passar ao povo tudo aquilo que fizemos para melhorar a vida de cada um. Perdemos muito tempo explicando a engenhosidade dos planos e medidas, mas esquecemos de enfatizar quem é o real beneficiado por isso. Precisamos convencer o pobre analfabeto de que nos preocupamos com ele, e tirar a imagem ruim que nossos adversários nos impõe.

Precisamos pensar melhor o partido, para pensar o povo.

 

Grande Abraço,

Renato Gomes.